Serial Experiments Lain

np: Porcelain and The Tramps – Redlight District

Se tem um anime que eu amooo de paixão é Serial Experiments Lain. O anime é pouco conhecido no Brasil e grande parte dos que o assistiram não entenderam o sentido da história ou até mesmo não o assistiram até o final por ser considerado complexo demais.
Definitivamente Lain não foi feito para o público infantil e pré-adolescente. Sem contar que na época em que foi lançado (1998), foi considerado inovador. Quem o assistiu, pode até o comparar com Matrix ou até mesmo pensar que um copiou o outro. Mas não, isso não aconteceu.
Eu pretendo fazer uma tattoo no ante braço (imagem abaixo) com a garota. Por quê?
Lembra que eu mencionei no post  “About me” sobre a confusão entre o personagem e o real?  Ela representa tudo o que eu tenho vivenciado na minha vida. Lain realmente teve um grande significado para mim.
Instrospecção, timidez, solidão, paranóia, a existência de um Deus e também a seguinte pergunta.
“O que eu estou vivendo é realmente real? Até onde eu sou a garota real e até onde eu sou a Mitsuka?”
What is real and what is not?
É um anime que eu recomendo mas atenção !!! Não se deixe levar pelas aparências e só o assista se tiver paciência por que realmente é complexo e exige uma certa carga de experiências vividas para entendê-lo.
Abaixo segue infos sobre o anime. É longo o texto e contém spoillers mas leia e se se interessar assista-o e me diga o que achou e quais são as suas conclusões. 😉

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Serial Experiments Lain – (シリアルエクスペリメンツレイン, shirialu ekusuperimentsu lein)
fonte:
http://migre.me/21P7

Lista de episódios

01 – Weird
02 – Girls
03 – Psyche
04 – Religion
05 – Distorsion
06 – Kids
07 – Society
08 – Rumors
09 – Protocol
10 – Love
11 – Infornography
12 – Landscape
13 – Ego

Sobre o anime:  Serial Experiments Lain é um dos clássicos do renomado autor Yoshitoshi Abe.
A história é centrada em torno de Lain, uma garota de uma família (de certa forma disfuncional) de classe média. Um dia ela é apresentada, com um computador novo, ao “Wired”… seria a Internet em algum lugar do futuro.
A partir daí, vários elementos entram em cena… como teorias da conspiração, fantasmas que se comunicam através de redes de computadores, e outros elementos.

Crítica:  Muitos dizem não ter entendido o anime. Muitos inclusive abandonaram o anime pela metade por não entender nada. O anime tem um estilo estranho, figurativo, com elementos e idéias escondidas aqui e ali. É um anime no adulto, não no sentido de conter conteúdo erótico, mas de compor temas complexos que crianças e jovens provavelmente ainda não tiveram contato.

Idéia por trás: Assim como muitas obras com temática voltada a filosofia, Serial Experiments Lain foi criado “complicado” de propósito… mais que entreter e mostrar uma história linear, o anime é um convite à reflexão. Alguns dos temas abordados são:
– As fronteiras da realidade;
– A percepção individual e coletiva da realidade;
– O que reside na memória das pessoas;
– Consciência, interconexão e alucinações.

Destrinchando:  Tentando decifrar a trama o anime, temos Lain como uma espécie de chave que quebraria as fronteiras entre real e o virtual, através de códigos escondidos por Eiri Masami, diretor chefe de pesquisas sobre Protocol 7, o protocolo da “Wired”, e funcionário da Tachibana Computers, praticamente monopólio que domina a produção de computadores.

Estes códigos escondidos dariam controle da “Wired” para Masami, através de uma comunicação sem fio que funcionaria sem limites e sem fronteiras usando uma teoria conhecida como Schumman Ressonance.
Esse sistema teria uma influência tão grande num futuro onde praticamente todos estão conectados de alguma maneira pela “Wired”, que a distinção entre o real e o virtual se quebraria, borrando as definições do conceito de realidade.

Apesar da complexidade da história, vários elementos centrais para entender o que se passa são apresentados somente no meio da série, o que causa muita confusão para aqueles que assistem só alguns dos primeiros episódios.

Finalmente, vários outros elementos são abordados, com autores citando obras distópicas, Jung, temas como timidez, solidão e isolamento, diferenças de personalidade entre entidades virtuais e reais, teologia (evidente perto do final do anime), entre outras idéias.

O final (SPOILERS):  Próximo ao final do anime, Lain se dá conta do que está acontecendo, e descobre que consegue moldar a percepção das pessoas da forma como bem entende. Através disso, ela consegue controlar a realidade. Alguns interpretam que Lain, percebendo o poder que tem, decide apagar eventos e memórias ligadas a ela não só por terceiros, como também dela mesma, para poder voltar a ter uma vida normal, renegando o poder total de uma deusa.

Curiosidades:  No primeiro episódio, Weird, a aula de Informática básica apresenta comandos de computador com estrutura similar a linguagem C/C++.

Em outro episódio, Society, pode-se ver Lain programando seu celular. No caso, a linguagem que aparece a linguagem LISP. Detalhe: Lisp é uma linguagem muito usada em programação para estudos de inteligência artificial e sistemas especialistas, o que aparece bastante em Lain.

O sistema operacional utilizado na série, o Copland OS, é baseado no Mac OS, tanto na parte gráfica (como pode ser observado no computador do pai da personagem principal), como no nome, já que Copland OS era o codinome de uma das versões do sistema dos Macs. Os computadores também são bem similares aos Apple – sendo os NAVI portáteis baseados nos Apple Darwin e o primeiro computador da Lain (o vermelho) sendo baseado no Mac de Vigésimo Aniversário. A voz que anuncia a série também é produzida pelo Mac OS. é a voz chamada “Whisper”. Existem outras referências a marca Apple na série, devido ao fato de que seu criador é um usuário ávido dos Macs.

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Conseguiu chegar até o fim? HAHAHAHA
Então comenta !!!

xoxo =**

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2 Responses to “Serial Experiments Lain”

  1. Glass Says:

    HAh! Fui eu quem escreveu algumas partes na wikipedia e todo esse final bem geek. Mas tem umas coisas bem obscuras na série (e uma babação de ovo tremenda as empresas de Steve Jobs, e, claro, a Apple), achei que merecia uma menção.

    Mas o Anime é bem simples se você souber abstrair a narrativa linear-porém-complexa. A maneira como a série é levada é justamente pra causar um desconforto pelo contraste na compressão de tempo das cenas: acontecem pouquíssimas coisas num episódio, porém, quando acontecem, elas vem numa torrente de informações que gera esse impacto. Uma coisa meio David Lynch. Sem falar nessa “quebra” da barreira de consciência/realidade… Acho fantástico um anime existencialista e com tantas referências sociologicas/teologicas/tecnologicas ser tão popular e querido.

    • mitsukamurasaki Says:

      Eu diria que o anime não é exatamente popular mas é sem dúvida querido por aqueles que o conhecem e o entenderam.
      Lain sem dúvida é o meu preferido

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